quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Voltando ao blog 16 anos depois

"O maestro estava certo: o uísque é o cachorro engarrafado. Mas percebi que minhas histórias também estavam assim: guardadas em uma garrafa desde 2010, esperando o momento de serem servidas novamente." Recomeço o blog exatamente num ponto onde o mundo chegou: a inteligência artificial. Esse pequeno parágrafo entre aspas foi gerado pelo Gemini e, eu prometo não usar aqui nesse cantinho de memórias. Em primeiro lugar quero dizer que muita coisa mudou desde a criação desse espaço em 2009. Foi criado justamente para guardar a memória de uma viagem com meu filho, então com 12 para 13 anos aos Estados Unidos. E ele serve até hoje como um baú de recordações. Volta e meia eu entro para dar uma relembrada de um momento tão ímpar. Pensando bem todos os momentos são ímpares. Hoje ele tem 29 anos e formado em Letras, pela Federal de Juiz de Fora e trabalha como revisor e tradutor para empresas all over the world. Eu cheguei aos meus 60 anos e continuo firma trabalhando com fotografia. Quero sim , servir as bebidas novamente para um público totalmente diferente daquele de 2009. Muita coisa mudou de forma até desesperada com o fim de várias profissões e demandas. Hoje os caras criam caras pelo computador. Viajam com óculos hiper modernos. Dá eu não. Ainda gosto de colocar meus discos pra tocar , meus cds com muita calma e ainda assisto de vez em quando meus dvds de colecionador que sou. Cinema sempre fez parte da minha vida e não seria diferente hoje, mesmo com essas produções com fundos verdes e atores de ia. Gosto daqueles em preto e branco dos anos de ouro do cinema europeu, principalmente. Ver Mastroiani, Loren e ainda os filmes dos diretores Fellini, Truffaut e O Sétimo Selo de Bergman, entre dezenas de outros grandes mestres da sétima arte. Hoje é difícil até encontrar pessoas para conversar sobre cinema de arte, cinema feito no braço, com alma. Na fotografia é a mesma coisa. Como eu disse acima, é gente criando gente, criando ambientes e se distanciando cada vez mais uns dos outros. Fotografia de gente sem troca de olhares, sem a calma necessária para o ensaio não é fotografia. É simplesmente o trim do caixa registrando mais uma venda. Redes sociais engolem de todas as formas o pouco que resta de lucidez. Essa tal de rolagem de barras infinita destrói mentes de crianças ainda em formação. A saída? Não tem. Só o camminho que deve ser caminhado sempre. Até porque se tiver uma saída, ela encontrará um novo caminho, e esse novo caminho exigirá mais perseverança e erros diferentes, pessoas diferentes em mundos novos e desafiadores. Nesses últimos 16 anos perdi dois excelentes amigos, um deles era como um verdadeiro irmão, e também a minha querida mãe, uma inspiração de luta e que me iniciou na vida artística. Vou falar muito da minha mãe aqui, a Dona Vera Lúcia. Vão gostar de conhecer um pouco da história dela. Teve a pandemia que levou pessoas embora sem discriminar raça, idade ou país. Nunca imaginei um troço desses na minha vida. Que nunca mais volte a nos assombrar. Welcome para mim e para todos que se dispuserem a ler o blog. Um Feliz 2026.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Guggenhein e Central Park - Último dia do sonho



Último dia de nossa viagem. 13 de janeiro de 2010. Aniversário de meu pai. Se ainda estivesse entre nós estaria completando 70 anos. Sei que o velho Washington está aqui com a gente nessa aventura maluca de pai e filho desmiolados. Fizemos o check out no hotel às 11h10, guardamos as malas no saguão e fomos nos despedir da cidade. Nosso último local de visita seria o museu Guggenhein com a exposição de Vasily Kandinsky. Um fera do abstrato russo. 8 andares de museu lotado já que era o último dia da mostra. No arquivo do museu ainda vimos alguns Picassos. Não foi permitido fotos, mas coloco uma foto de um trabalho do pintor. Saímos e encaramos o intenso frio ao longo do Central Park. Fizemos uma longa caminhada passando pelo zoológico até de volta a entrada principal do local. Procuramos um local para comer e "bundeamos" por mais algumas lojas e prédios. Visitamos ainda Grand Central Station, mas não tiramos fotos. Estávamos muito cansados. Voltamos ao hotel, pegamos um taxi e chegamos no JFK às 18h10. O voo estava marcado para às 21h45. Ficamos mofando lá. Deitados no chão do aeroporto, que é limpo e agradável.

Valeu cada segundo. Obrigado meu Deus pela oportunidade. Obrigado aos meus amigos e familiares que viajaram conosco nessa longa jornada. Obrigado aos meus clientes que acreditam em meu trabalho e me proporcionaram essa viagem mágica.
E um último obrigado ao meu filho. Acho que agora ele tem uma melhor noção das coisas e dos desafios da vida. Ele viu a morte de perto ao conhecer minha mãe americana, passou apertos de frio e imprevistos. Conheceu pessoas e lugares maravilhosos. Se comportou como um lorde e viu de perto como funciona o capitalismo. Viu a difícil convivência entre os habitantes de uma grande cidade, viu as diferenças entre o Brasil e os Estados Unidos. Riu e chorou de saudades. Cresceu uns 20 anos. Pra você meu filho. Te amo muito!
So long!!!!!!









Estátua da Liberdade & Brooklyn Bridge

12 de janeiro. Penúltimo dia do sonho americano. Tentamos sair cedo para a Estátua da Liberdade, mas o metro não deixou. Parou 2 estações antes da nossa e todos tiveram que fazer conexões diferentes para chegarem ao local desejado. Isso causou um pequeno estrago nos nossos planos. Chegamos em Battery Park, onde fica o barco que atravessa o Rio Hudson em direção à bela estátua situada ao lado da ilha Ellis, por volta de meio dia. Um vento danado. Meu filho quase levantou voo. Entramos na fila para inspeção. Tiramos a roupa de novo. O passeio até a ilha é bem rápido. O barco é enorme e suporta umas 500 pessoas por viagem. Ficamos no andar de baixo por causa do frio. A parte de cima é aberta e fechada. Descemos na ilha e vimos a enormidade da peça. Verde brilhante. Não tínhamos passe para subir na estátua. Muito menos na coroa, que se deve reservar pela internet até 6 meses antes da visita. Comprei o City Pass com 6 atrações e não sabia que não teríamos acesso na estátua. Não recomendo esse City Pass. Tiramos muitas fotos e ralamos rápido. Não fazia muito sentido ficar no frio olhando para a estátua sem poder subir. Pegamos o barco de volta que ainda parou na Ellis Island. Não descemos e subimos para a parte aberta do barco. Ver o barco se afastando e deixando a estátua para trás me trouxe várias recordações do passado, da viagem e de meu pai. Reconheço que fiquei muito triste. Estava vendo o fim da nossa espetacular viagem. O fim de horas maravilhosas com meu filho. Rezei e agradeci pelo momento e por termos feito uma viagem sem incidentes.
De volta em Battery Park, resolvemos andar a esmo pela cidade que nunca dorme. Demos de cara com o prédio número 1 e Wall Street. Fomos em direção ao Ground Zero, mas a visão ao longe da ponte do Brooklyn me desviou do caminho. Parecia uma força magnética me levando para o local. Estava um dia maravilhoso, sem nuvens. A ponte é fenomenal. Tiramos muitas fotos e fomos chegando mais perto. Quando fui procurar pelo WTC já era! Tínhamos que voltar umas 10 quadras. Pensamos o seguinte: está muito longe e a ponte está aqui. Vamos atravessar? Why not? Quase 500 metros de caminhada pela ponte que liga Manhattan ao Brooklyn por cima do East River. Muita gente fazendo a travessia a pé ou de bicicleta. Tinha uma menina chinesa vendendo lindos ímãs de geladeira. Ela estava sentada no chão recebendo fortes rajadas de vento no rosto. Não resisti e comprei logo 5. A ponte foi construída em 1883 e vale a pena a travessia. Imagino como deve ficar nos quentes dias de verão. Fim da caminhada, de volta para Manhattan para mais "bundeadas" pela city. Vejam as fotos.

























Empire State Building

Que correria...11 de janeiro de 2010. Saímos na hora do almoço e pegamos o metro em direção ao Empire State Building (http://www.esbnyc.com). O prédio é muito alto. Logo na entrada uma baita fiscalização no estilo dos aeroportos daqui. Ficamos quase pelados e ainda pegaram nossos radios transmissores. Pra variar, estava lotado de brasileiros mais uma vez. É a crise. Subimos até o 86º andar. O elevador marcava os andares de 20 em 20. Tirei até uma foto do painel. Ele vai até o 80º, depois pegamos um outro que sobe mais 6 andares. Lá no alto o vento forte já mostrava que a estadia seria curta. E foi. Mas muito proveitosa. Estava um tempo meio mais ou menos. A cidade é simplesmente maravilhosa do alto. Vimos os enorme prédios, a estátua da liberdade, rio Hudson e até Staten Island. Visitamos a loja do prédio e descemos. Andamos em ritmo de peregrinação por algumas lojas de Manhattan, como a Nike, com 8 andares, a NBA store, com 2 andares e camisa do Chicago Bulls do Michael Jordan por meros US$ 300, loja da Apple lotada e Fao Schwarz, uma enorme loja de brinquedos onde o ator Tom Hanks dançou sobre um piano no filme "Big" (Quero ser grande), de 1988. Vejam a cena do piano no youtube (http://www.youtube.com/watch?v=9x8trg3Eyto). Muito legal. Tudo aqui é lindo e majestoso. A melhor cidade do mundo. I love New York!














loja Louis Vitton
FAO SCHWARZ
BERGDORF HOTEL E APPLE STORE

NIKE STORE
FAO SCHWARZ



APPLE STORE